quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Ouvindo o...


Falar do Radiohead é algo bom e ruim ao mesmo tempo, bom porque é uma banda sempre em mutação sonora e assim abrem-se espaços para, falar, falar, e fa... Não habitando assim aquele clima modorrento que algumas bandas acabam impondo as pessoas que falam sobre ela, já o lado ruim fica por conta dos padrões quebrados por ela e para dadas pessoas que se amarram ainda em definir o que se ouve e o que se faz; como também por conta das inovações e polemicas causada pelo grupo a cada lançamento. Dessa vez eles inovaram mais uma vez, talvez venha a revolucionar o mundo da musica e o mercado dando-lhes uma nova roupagem e formas de sobreviver.
‘In Rainbows’ é um ótimo disco e que esta sendo bem vendido e vendido como a gente quer, pagando o quanto achamos o que ele vale, é isso mesmo, nos decidimos o preço do álbum que esta sendo somente comercializado no site www.inrainbows.com.
Este álbum sucede o politizado ‘Hail to the Thrif’ de 2003 e é o sétimo álbum de estúdio da banda, que conta com duas obras primas incontestáveis do rock, ou melhor, da musica.
O CD começa com ‘15 Step’ uma canção empolgante de guitarras distorcidas e batidas eletrônicas. Na seqüência vem ‘Bodysnatchers’ é a musica que do fôlego necessário para as outras oito canções e mostra a que veio o novo disco dos caras, composta de várias camadas de guitarras bem distribuídas no todo da canção, que contando também com uma bela linha de baixo que combinada com os tons de teclados e
elementos eletrônicos dão o viés promissor a musica.
‘Nude’ e ‘Weird Fishes/Arpeggi’ é onde o disco atinge seu ápice a primeira com uma suave batida nas baquetas e ecos que lembram o melhor do ‘Ok Computer’ a segunda tem um belíssimo dedilhado nas guitarras de Ed. O’Brien e Jonny Greenwood que parecem duelar com a voz de Thom, e assim ela vai ganhando forma, e crescendo, crescendo... sendo permeiada por ecos ao fundo onde a sensação é que algo vai explodir.
Um clima que só o Radiohead sabe imprimir aparece em ‘All Need’ uma mistura boa de pop melódico com um certo descompasso presente; marca a muito impressa por eles. Este clima esta também na canção que sucede a mencionada, todavia percebe-se uma presença bucólica nela (não que isso seja ruim), ela parece até completar a anterior.
No fim do disco a porta é fechada com chave de ouro por ‘vídeotape’ que conta com um piano acompanhado em principio só pela voz de Thom, e depois os recursos “eletron’s” juntam se e forma o todo de uma belíssima canção feita como e por quem sabe, de um jeito que só eles sabem.

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