domingo, 28 de outubro de 2007

Vejo o que atrai...


Mais um final de semana nesta modorrenta cidade, onde todas as diferenças são iguais, e toda diversão tem um clima bucólico (o que é até um elogio para certos padrões de diversão aos quais me tenho submetido). Em um encontro inesperado com um colega onde em um bate-babo entrecortado pela curiosidade costumas desta persona que escreve, foi percebido assim que o moço carregava um pilha de CD’s e DVD’s (na sua maioria piratas diga-se de passagem, e esqueçamos o politicamente correto um pouco) começou assim uma sangria bisbilhoteira e foi assim que notei que no meio de tanta coisa havia um filme que neste mesmo dia pela manhã o jornal tinha feito uma resenha, e o articulista traçado um perfil bibliográfico do diretor/produtor do filme. Trata-se de O Passado (Brasil/Argentina - 2007) o mais novo filme de Hector Babenco. Um diretor que com certeza já têm seu nome grafado como um ímpar da sétima arte; por tudo que fez (Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia uma das maiores bilheterias do cinema bazuca; Pixote, A Lei do Mais Fraco que foi considerado pela revista norte-americana América Film, como um dos maiores filmes da década, atrás apenas de “Ran” e “Fanny e Alexander” respectivamente de Akira Kurosawa e do saudoso Ingmar Bergman; além de o Beijo da Mulher Aranha e Ironweed) tem feito (Coração Iluminado e O Passado que é um bom filme).
O Passado é sobre o fim de um casamento de doze anos, onde o ex-marido Rimini (Gael García Bernal) que é tradutor, mantém civilizadamente um relacionamento amigável com sua ex-mulher Sofia (Anália Couceyro). Contudo, essa civilidade toda acaba quando ele começa um relacionamento com a modelo Vera (Moro Anghileri). A partir daí a história ganha outro rumo. Sua ex-mulher o atropela com seu poder obstinado, que em dado momento vem a contribuir com a morte de Vera, traumatizando-o e fazendo com que ele esqueça os idiomas que traduzia. A coisa desanda mais ainda quando ele se casa com Carmem; (Ana Celentano) e com o nascimento do filho dos dois o inferno chega as suas costas (Sofia chega a seqüestra o bebê). Longe da atual mulher do filho e viciado em cocaína, Rimini mergulha no obscurantismo existencial.
Babenco declarou que muito do filme deve-se a Bernal, um ator da nova safra acima da média. Disse ainda que o “Brasil não tem nenhum ator a altura dele." Eu diria que Babenco está um tanto quanto equivocado. O Brasil pode não ser a maior indústria de cinema, mas conta com uma nova safra de cineastas e atores brilhantes. É só dar uma olhada nos filmes protagonizados por Lázaro Ramos, Wagner Moura, o magistral Selton Melo como bem lembrou Isabela Boscov de Veja, e tantos outros novos atores que a cada dia o cinema nos apresenta.

Um comentário:

Unknown disse...
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